Fibromialgia e o Exercício Físico

Fibromialgia

A fibromialgia, também designada por Síndrome Fibromiálgica não inflamatória. É uma Síndrome agonizante reumática idiopática e multifatorial que acarreta um aumento da tensão muscular, particularmente durante o seu uso exagerado sendo, caracterizado por dores musculares e dores nos tecidos fibrosos (tendões e ligamentos).

A Fibromialgia pode ser detetada através de:

  • Queixas de dor persistente, inespecífica espalhada por todo o corpo;
  • Dor que se estende por mais de 3 meses, não encontrando uma causa definida pelo doente;
  • Cansaço ao acordar e uma fatiga extrema durante o dia-a-dia, não justificados com as atividades realizadas no quotidiano;
  • Falta de Concentração e perda de memória;
  • Etc.;

Exercício Físico na Fibromialgia

Os doentes com um diagnóstico fibromiálgico têm um nível cardiovascular menor que a média e o seu consumo de oxigénio é de igual forma menor do que nos doentes não fibromiálgicos, (BATES; HUDSON, 1998; DINLER et al., 2009).

O exercício físico evidência um papel fundamental em relação à qualidade de vida, pois a sua prática concede boa disposição física e mental, aliviando as diversas tensões diárias e aumentando a expectativa de vida, para além de proporcionar também uma sensação de bem-estar e de autocontrolo (SABBAG et al., 2000; MARQUES et al., 2002).

Uma prescrição de exercícios físicos adequados e realizados de forma regular, melhora a coordenação motora, assim como outras capacidades físicas para a realização de atividades diárias em doentes fibromiálgicos, estabelecendo também uma postura adequada para o auxílio no controlo da massa corporal, da ansiedade e da condição cardiovascular.

Chaitow et al. (2002) Verificou que a realização de exercício físico aumenta a libertação de hormonas como endorfinas, gerando uma sensação de conforto e alívio da dor, proporcionando assim, uma melhoria do condicionamento físico e nos sintomas nociceptivos.

Primeiramente, a prescrição de exercícios irá causar um aumento de sintomas principalmente de dor e de fadiga, contudo, com a prática regular dos mesmos, tendem a diminuir sendo que as vantagens da sua realização começam a aparecer entre a oitava e décima semana continuando até à vigésima semana, ultrapassando o desconforto inicial. Logo, a prática regular de exercício físico é adotado como um tratamento de otimização da fibromialgia, promovendo a redução de dor e de impacto restabelecendo assim a capacidade física promovendo uma melhor qualidade de vida. (MARTINEZ et al., 1998).

Os profissionais de exercício realizam uma prescrição detalhada, com uma duração e intervalos específicos assim como estão atentos à intensidade e execução dos mesmos, iniciando com cargas leves e progredindo de acordo com as necessidades e evolução do seu aluno. Para a sua prescrição consideram as preferências do aluno, co-morbidades, uso de medicamentos, capacidade funcional e se possível uma avaliação ergométrica (VALIM et al., 2003).

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