Fadiga na Doença Oncológica Vs Desporto

Nos dias de hoje, a doença oncológica tem-se revelado uma preocupação transversal a todas as idades. Esta doença tem-se revelado com um caráter de emergência dado o seu predomínio. Consequentemente têm-se salientado efeitos transversais, como por exemplo: a fadiga no doente oncológico.

A fadiga assume-se como um sintoma duro e frequente neste tipo de doentes.

Segundo a National Comprehensive Cancer Network (NCCN), a fadiga quando relacionada com cancro assume uma sensação de esgotamento, cansaço físico, emocional e cognitivo. Consequentemente, a existência desta doença e o tratamento da mesma conduz a uma restrição do indivíduo na execução das tarefas diárias (Mock, V et al., 2000).

Dado o impacto e prevalência da fadiga na vida do doente oncológico, é necessário recorrer a estratégias para conseguirmos alcançar as causas, os mecanismos e os fatores de risco como forma de combater esta condição.

A atividade física/desporto surge como uma associação positiva nesta patologia.

Existem inúmeros estudos e revisões bibliográficas, sobre o benefício da atividade física, tanto a curto como a longo prazo, na fadiga consequente da doença oncológica.

Bacarau & Rosa (1997) defendem que a atividade física assume-se de forma preventiva relativamente à doença oncológica. Uma vez que, ativa mecanismos biológicos que atuam no sistema imunológico, através do aumento de enzimas ativas, as quais podem inibir a formação/evolução do tumor.

A atividade física deverá ser recomendada e monitorizada pelo oncologista a par com o profissional de desporto. Com um trabalho de equipa, o doente sente-se mais envolvido e acompanhado.

Existem diversos estudos que defendem que as atividades aeróbicas são aquelas que trazem mais benefícios para o doente/aluno. No entanto, existem outros estudos que revelam que atividade aeróbica deve ser conciliada com exercícios de resistência, sendo assim mais benéficos nesta patologia.

As guidelines da American College of Sports Medicine (ACSM) recomendam que os doentes com cancro participem em diferentes atividades aeróbicas de intensidade moderada de pelo menos 150 minutos por semana.

A literatura sugere a atividade física tem um papel preponderante e, benéfica na vida dos doentes oncológicos. Revelam grandes melhorias na aptidão física, na qualidade de vida e nos indicadores psicológicos de bem-estar. Todos estes fatores levam a uma maior capacidade de enfrentar o tratamento do cancro (Milne et al., 2008).

Em suma, a atividade física tem vindo a ser muito associada à melhoria da qualidade de vida dos doentes oncológicos. Existem inúmeros efeitos positivos nos doentes recuperados desta patologia, quando acompanhados por um programa de atividade física regular.

Tiago Queirós – PUMP GAIA

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