Dieta mediterrânica

A 16 de Outubro comemora-se o dia Mundial da Alimentação. Para assinalarmos esta data, aproveitamos para explorar um padrão alimentar bem conhecido como saudável – A dieta mediterrânica. Esta teve a sua origem no século XX e tal como o nome indica nos países que era banhado pelo mar mediterrânico, sobretudo na Grécia e em Itália.

Chamada dieta, uma vez que deriva do termo grego ‘’diaita’’ e significa estilo de vida saudável este modo de estilo de vida e a adoção desta dieta, apresenta um conjunto de características, e diversidade alimentar.

As características são sobretudo direcionadas para um consumo elevado de produtos frescos, alimentos de origem vegetal, cereais pouco refinados, frutas e legumes, produtos poucos processados e locais, respeitando a sua origem e sazonalidade. A principal gordura utilizada é o azeite, seja para tempero ou para cozinhar, o pescado é muito utilizado e a carne vermelha pouco frequente à mesa.

A bebida de eleição é a água, a mais importante, e a acompanhar as refeições principais, o vinho tinto, uma vez que as refeições em família e o convívio à volta da mesa são um privilégio.

Com suporte nesta dieta, foi construída a pirâmide alimentar, que representa todos os pontos cruciais à prática deste estilo de vida, onde na base está a atividade física, e o convívio à mesa com a família, a utilização de alimentos sazonais e tradicionais, confecionados através de práticas simples, tornando-se uma alimentação sustentável.

A seguir a esta base são apresentados todos os alimentos de origem vegetal e os produtos frescos, sendo de extrema importância uma vez que nos oferecem um leque de nutrientes necessários ao bem-estar e à promoção da saúde. Em patamares superiores estão os alimentos que devem ser consumidos com menor frequência e quantidade, como as carnes vermelhas e os doces.

A meio da pirâmide estão representados os cereais, e os produtos que os contém, sendo a principal fonte de energia da dieta. Deverá dar-se privilégio aos cereais integrais e pouco refinados, uma vez que estes apresentam um maior teor de fibras e vitaminas do complexo B.

Especiarias, ervas aromáticas e o azeite são privilegiados na confeção e na cozinha da dieta mediterrânica, uma vez que conseguem dar sabor aos pratos e ajudam na redução de sal como tempero, promovendo assim a saúde. Para além do azeite, as azeitonas, os frutos secos e sementes também estão representados na pirâmide uma vez que constituem uma ótima gordura, completados com proteína, vitaminas e minerais, e podem ser introduzidos como snacks.

Os lacticínios, como o leite, queijo e iogurtes também são tidos em conta nesta dieta, com um consumo moderado, pela presença de vitaminas e pelo teor de cálcio, importante para a saúde dos ossos.

Também, não menos importante, as leguminosas fazem parte da dieta, pois apresentam um ótimo valor de fibras, vitaminas, e proteína, que em conjunto com os cereais completam uma refeição principal. Não estão contempladas nos alimentos cruciais diários, mas são recomendados pelo menos duas vezes na semana.

A adesão a este estilo de vida, está relacionada com uma melhoria na qualidade de vida, reduzindo doenças crónicas como a obesidade, a diabetes mellitus, síndrome metabólico, doenças coronárias entre outras e promovendo a sustentabilidade à nossa região, uma vez que ajuda na agricultura, pelo consumo de produtos frescos e sazonais.

 

Nutricionista Adriana Marçal (2983N)

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