A Individualização do Treino

As componentes essenciais de uma prescrição sistemática e individualizada do exercício, incluem as modalidades apropriadas à intensidade, à duração, à frequência e à progressão da atividade física. Estas cinco componentes aplicam-se quando se elaboram as prescrições dos exercícios para pessoas de todas as idades e níveis de aptidão, independentemente da presença ou ausência de fatores de risco e de doenças. O American College of Sports Medicine defende que a prescrição de exercício é estabelecido através de recomendações de forma sistemática e individualizada.

Seja qual for o objetivo definido, o treino deve ser um processo individualizado porque “pessoas diferentes respondem de modo diverso a um mesmo estímulo de treino”. Assim, cada ser humano constitui uma individualidade biológica e psicológica, reagindo e adaptando-se de forma diferente à aplicação do exercício de treino. Existe, para cada indivíduo, para cada exercício, um limiar de intensidade mínimo abaixo do qual a execução do exercício não provocará qualquer espécie de efeito. Por outro lado, existe também a possibilidade de uma aplicação demasiado intensa de um exercício, que ultrapasse a capacidade de adaptação presente do atleta. Isto significa que a intensidade de um exercício tem que ser individualizada.

A adaptação fisiológica ao processo de treino tem uma variabilidade relacionada com as características de cada indivíduo, do seu nível de preparação e experiência de treino, da sua idade, do estado de saúde e de outras condições. Cada indivíduo tem um limite individual de adaptação para cada tipo de carga de trabalho ou de treino, o qual se vai alterando com a idade, de forma que aumenta até que o sujeito alcance o desenvolvimento máximo e maturação, mas que, por outro lado, diminui com o envelhecimento. À medida que aumenta a capacidade de desempenho, decorrente do efeito das cargas de treino e da prática competitiva, diminui a reserva potencial de treino, embora simultaneamente aumente a aptidão para a suportar níveis superiores de carga sem que isso provoque danos no organismo do atleta.

Ao realizar uma prescrição de treino deve ser tido em consideração que existem vários factores que influenciam a resposta a diferentes estímulos de treino. Alguns desses factores a ter em conta são a herança genética, a maturação, a nutrição, o repouso, o nível do indivíduo, a motivação e o ambiente. Assim, além da resposta aos diferentes estímulos, o indivíduo terá também uma resposta diferente tendo em conta as condições em que se encontra em cada momento, sendo, por isso, fundamental a capacidade de adpatar e indivualizar o treino.

A individualização do treino não é apenas um princípio abstracto mas uma realidade do dia a dia do treino desportivo – um dado estímulo de treino, distribuído ao longo de vários dias ou semanas, assim como um dado período de competições, terá um impacto, ao longo do tempo, diferente de atleta para atleta.

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